Dia Nacional do AVC: 5 causas de acidente vascular cerebral

O que provoca um AVC? É dia nacional do doente de AVC em Portugal e queremos alertá-lo para 5 das principais causas.

Rita
Rita
31 de março de 2020
5 causas de AVC: mulher com dor de cabeça.

Embora nem sempre seja fatal, o acidente vascular cerebral (AVC) continua a estar entre as principais causas de morte em Portugal e no Brasil. Este dia nacional do AVC, falamos-lhe do que provoca um AVC e de 5 dos principais fatores de risco.

O que é um AVC e o que é que o provoca?

Um acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando há um bloqueio ou rutura dos vasos sanguíneos do cérbero. O AVC é isquémico quando as artérias estão apenas bloqueadas e hemorrágico quando elas se rompem. De qualquer forma, há uma interrupção do fluxo de sangue que leva os nutrientes e oxigénio às células cerebrais, o que provoca a sua morte.

Os efeitos do AVC no corpo são imediatos. As manifestações variam conforme a área do cérbero que foi afetada, mas tendem a resultar em dificuldades de mobilidade ou comunicação notórias. É importante estar atento a sintomas como falta de força num dos lados do corpo, boca torcida e problemas de locução, já que as primeiras horas depois de um AVC são as mais cruciais. Prestar rapidamente socorro à vítima aumenta as hipóteses de sobrevivência e reduz o risco de sequelas graves. E se tem algum dos fatores de risco enumerados abaixo, precisa de estar especialmente atento.

Hipertensão

A hipertensão é o fator de risco cardiovascular modificável mais frequente. Todos temos a pressão mais alta em situações pontuais, como as de esforço físico e excesso emocional. Mas a persistência de valores superiores aos normais é um problema de saúde sério, que pode levar ao desenvolvimento de doenças coronárias e à ocorrência de AVCs.

Nalguns casos, o AVC é precisamente uma consequência das constantes agressões às artérias causadas pela tensão alta. Eventualmente, um dos picos de hipertensão pode resultar no bloqueio ou rutura de uma veia no cérebro. Se sofre de hipertensão, é importante seguir as recomendações do seu médico. Cumpra, se for o caso, com o tratamento medicamentoso e faça as mudanças aconselhadas ao seu estilo de vida.

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Colesterol Alto

Embora os detalhes sejam um pouco mais complicados, em geral, ter valores altos do chamado “colesterol mau” (Colesterol LDL) aumenta o risco de doença cardiovascular e de AVC. Isto porque as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) tendem a entupir as veias que levam ao coração, podendo resultar nos entupimentos e ruturas que caraterizam um AVC. Mais uma vez, é importante que siga as indicações do seu médico e tome, se lhe forem indicadas, devidamente as estatinas para diminuir o risco de complicações futuras.

Arritmia

As arritmias são alterações anómalas do ritmo cardíaco. Nestas situações, os impulsos elétricos que o coordenam tornam-se desfasados e fazem com que ele seja irregular, demasiado lento (bradicardia) ou rápido (taquicardia).

As arritmias tendem a estar associadas a outras doenças coronárias e a ocorrer principalmente em pessoas com mais de 60 anos. O tipo mais frequente é a fibrilação auricular, que se crê estar na base de até 15% dos AVCs isquémicos.

Stress

Há muito que se sugere que o stress contribui para a ocorrência de AVCs e enfartes, mas nem sempre se soube exatamente como. Mas um estudo realizado em 2014 pela Harvard Medical School revelou o mecanismo através do qual o stress pode causar um enfarte ou AVC.

Segundo os investigadores, as situações stressantes levam a uma produção excessiva de glóbulos brancos. Em excesso, elas podem acumular-se nas artérias e contribuir para a formação de coágulos que aumentam o risco de desenvolver problemas cardiovasculares. Assim, cuidar da sua saúde mental e gerir os seus níveis de stresse revela-se igualmente crucial para a saúde do seu corpo.

Sedentarismo, consumo de álcool e tabaco

Para além dos fatores já enumerados nesta lista, também a idade e o histórico familiar o podem colocar entre os grupos de risco. Mas há alguns aspetos do estilo de vida, como o tabagismo, o consumo de álcool e o sedentarismo, que aumentam as hipóteses de ter um AVC.

De certeza que já sabe que deixar de fumar, reduzir ou eliminar o consumo de álcool e adicionar o exercício físico à sua rotina são mudanças recomendadas para melhorar, não só a saúde cardiovascular, como a saúde em geral. Mas então e aquela ideia de que o vinho tinto faz bem ao coração? É provável que faça mas, infelizmente, os possíveis benefícios do álcool para o coração não ultrapassam os seus malefícios para a saúde em geral.


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